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Sindiclubes: um sonho que se

transforma em realidade a cada dia

 

O ponto de partida

 

Tudo começou com o sonho do médico sanitarista João de Souza de “unir sob uma única bandeira todos os nossos Clubes, grandes e pequenos, ricos e pobres, antigos e modernos, ligados em comunhão de ideais no seio de uma entidade forte e respeitada, uma associação de clubes recreativos, esportivos e sociais”. Ele desejava ver todas as agremiações reunidas em torno da mesma mesa comum, para discussão dos problemas comuns aos clubes, para encaminhamento de soluções e para uma representação fortalecida perante os entes públicos, tão alienados em relação à importância das associações sem fins lucrativos.   

Superando as diferenças entre os clubes e usando seu poder de persuasão, João de Souza mobilizou os representantes dos clubes fundou, na reunião realizada na Associação Civil Clube Juiz de Fora a Associação de Clubes Culturais, Recreativos, Esportivos e Sociais – ACRES, em 20 de março de 1990, assumido a presidência da instituição.  A presidência a ACRES foi assumida ainda por Luiz Carlos Mendes (janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1994) e novamente por João de Souza, em janeiro de 1995.

A história da humanidade nos revela que os grandes homens são aqueles que um dia ousaram sonhar.  Assim, João de Souza apostou em seu sonho e seguiu em frente com o objetivo de transformar a Associação em um sindicato patronal dos clubes, entidade até então inexistente na Capital e, também, no Estado de Minas Gerais.  Persistente em seus objetivos, ele reuniu o colegiado de presidentes para discutir, votar e aprovar por unanimidade o projeto de transformação da Associação em Sindicato no dia 8 de setembro de 1994. A cerimônia foi presidida pelo então presidente da Associação de Clubes Culturais, Recreativos, Esportivos e Sociais- ACRES, Luiz Carlos Mendes, na última Assembleia realizada na Associação Atlética Banco do Brasil- AABB. 

As bases do Estatuto da ACRES, elaborado pelo jurista  Nery de Mendonça, serviram de ponto de partida para que o grupo formado pelos juristas João de Souza (Clube Atlético Caiçaras), Mário Eugênio Gomes Freire de Andrade (Clube Bom Pastor) e Coronel  Saint´Clair Nascimento (Associação Desportiva da Polícia Militar) elaborasse o Estatuto do Sindicato. 

Em 18 de outubro de 1995 foi publicado o edital de convocação aos presidentes de Clubes para a Assembleia Geral onde seriam discutidos e aprovados a Fundação do Sindiclubes, o Estatuto Social e o Regulamento Eleitoral da entidade e a eleição a diretoria. E, finalmente, em 21 de novembro de 1995, no Clube Caiçaras, foi instalada a Assembleia Geral Extraordinária  de fundação e constituição do Sindicato Intermunicipal de Clubes Culturais, Esportivos e Sociais de Juiz de Fora e outros Municípios- SINDICLUBES,  com sede e foro em Juiz de Fora, constituído para estudo, coordenação, proteção e representação legal da categoria econômica de entidades desportivas e sociais. Nesta noite o sonho se tornou realidade com a aprovação do Estatuto e do Regulamento Eleitoral e com a eleição da primeira diretoria do Sindiclubes, encabeçada pelo sonhador João de Souza.

 

Primeira Diretoria

 

Presidente: João de Souza – Clube Atlético Caiçaras

Vice-Presidente: - Marcelo Guedes Barra – Esporte Clube Acadêmicos

1º Tesoureiro: Cel. Saint’Clair Luiz do Nascimento – ADPM

2º Tesoureiro: Omar Daher – Associação Civil Clube Juiz de Fora

1º Secretário: João Batista Pelagagi – Esporte Clube Caiçaras

2º Secretário: Valtencir Fávero – Clube Náutico

Conselho Fiscal

Efetivos: Mário Eugênio Gomes Freire de Andrade- Clube Bom Pastor; Pilar Tenório de Albuquerque- Clube do Papo; Cícero Chagas de Castro- ASE

Suplentes: Noel Soares - Esporte Clube Jardim Glória;  Luiz Chinellato - Olímpico Atlético Clube; Jorge Moreira de Freitas - A.A.B.B.

 

A oficialização

 

Com a morte do idealizador do Sindicato, em 28 de março de 1996, aos 77 anos, seu Vice-Presidente, Marcelo Guedes Barra, assumiu a presidência dando forma e corpo ao sonho de João de Souza.  O Sindicato foi  cadastrado no Cartório como Pessoa Jurídica de Direito Privado sob o número 26.131-60.

 O Sindiclubes ingressou na Federação Nacional de Cultura com sede em Brasília- FENAC, à qual estão filiados sindicatos do 2º, 3º e 4º Grupos do Plano da Confederação Nacional de Educação e Cultura. Foi com apoio da FENAC, através empenho do então presidente, Walter de Andrade, junto à Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego que foi liberado o Registro Sindical nº 46000.003021/96, publicado no Diário Oficial da União em 01 de julho de 1998.  Essa Carta Sindical tinha como base territorial apenas 24 municípios: Juiz de Fora, Bicas, Chiador, Coronel Pacheco, Descoberto,  Ewbank da Câmara, Guarará,  Belmiro Braga, Lima Duarte, Mar de Espanha, Maripá de Minas, Matias Barbosa, Olaria, Pedro Teixeira, Pequeri, Piau, Rio Novo, Rio Preto, Rochedo de Minas, Santana do Deserto, Santana do Garambeu, São João Nepomuceno, Senador Cortes e Simão Pereira.

Desta forma, o Sindiclubes iniciou sua trajetória, com reuniões mensais nos clubes de Juiz de Fora e Santos Dumont, com um trabalho em prol das categorias dos clubes, discussões de convenções coletivas, de trabalho, representação dos clubes mais carentes em juízo, promovendo torneios esportivos e ações sociais, e postulando, junto à União, Estado e Município, tudo o que necessário se faz em favor dos clubes. 

Em 2001 surgiu a necessidade de ampliar a base territorial da entidade para toda a Zona da Mata. Foi com esse objetivo que o então presidente do Clube Bom Pastor, Aloísio da Silva Lopes, propôs a primeira reforma estatutária do Sindicato, registrada em cartório em 26 de novembro de 2001.

 

Ampliando os horizontes

 

No ano de 2009 a diretoria do Sindiclubes, com o apoio da Federação Nacional da Cultura do Brasil- FENAC assumiu um novo sonho, um novo desafio: ampliar sua área de atuação para todo o estado, transformando o Sindiclubes/JF em Sindiclubes/MG, mudança já aprovada em Brasília. Desta forma, o Sindiclubes deixa seu a marca de pioneirismo ao se transformar na primeira entidade sindical do interior com prerrogativas de representação patronal exclusiva dos clubes em funcionamento na Capital e nos quase 900 municípios do Estado de Minas Gerais.